O número de acidentes envolvendo motocicletas no Sul de Minas acende um alerta para a segurança no trânsito. Nos oito primeiros meses de 2026, a região contabilizou 1.058 ocorrências com motos. No mesmo período, o total de mortes também apresentou crescimento, passando de 79, em 2025, para 88 neste ano.
Os números são da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp). A comparação entre os períodos mostra uma alta de aproximadamente 11,4% nas mortes relacionadas a acidentes com motocicletas.
Entre as situações que contribuem para o risco de colisões estão a desatenção dos condutores, a velocidade incompatível com a via, o desrespeito à sinalização e a condução de veículos após o consumo de bebidas alcoólicas.
Acidentes deixam consequências que vão além do trânsito
Em Passos, relatos de pessoas envolvidas em acidentes mostram que as consequências das colisões podem permanecer muito depois do atendimento médico.
A empresária Liliane de Paula Valeriano sofreu um acidente enquanto trafegava pela Avenida Poços de Caldas, no bairro Penha. Segundo seu relato, outra motocicleta a atingiu na traseira durante uma ultrapassagem em alta velocidade.
Na queda, ela teve queimadura de segundo grau e diversas escoriações. Ainda conforme a vítima, o outro condutor deixou o local sem prestar socorro.
Outro caso é o do auxiliar de faturamento Nelson Cardoso Neto, que sofreu um acidente enquanto realizava uma entrega. De acordo com seu relato, um caminhão de coleta de lixo avançou uma sinalização de parada obrigatória, provocando a colisão.
Com o impacto, Nelson foi lançado contra a lataria do veículo e perdeu a consciência. Após o acidente, ele ficou com atrofia muscular no joelho direito e limitações nos movimentos da perna.
Embriaguez pode agravar a responsabilização
Além dos ferimentos e dos prejuízos materiais, acidentes de trânsito podem resultar em consequências na esfera criminal. A responsabilização depende das circunstâncias de cada ocorrência, da conduta dos envolvidos e dos danos provocados.
O delegado Paulo Queiroz explica que, conforme o caso, o responsável pode responder por crimes como lesão corporal culposa, homicídio culposo na direção de veículo, omissão de socorro ou embriaguez ao volante.
A presença de álcool pode tornar a situação jurídica mais grave, de acordo com o enquadramento legal aplicável. Por isso, respeitar a sinalização, manter uma velocidade adequada e nunca dirigir após consumir bebidas alcoólicas são medidas fundamentais para reduzir os riscos no trânsito.
Os dados registrados no Sul de Minas reforçam a necessidade de atenção redobrada de motociclistas e demais motoristas, além da importância de atitudes responsáveis para prevenir acidentes e preservar vidas.
Fonte dos dados: Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) / EPTV –
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