Ao todo, a Justiça autorizou oito prisões preventivas e 14 mandados de busca e apreensão. Seis ordens de prisão foram cumpridas, enquanto dois investigados continuam foragidos.
A operação ocorreu nos municípios de Extrema, Itapeva, Camanducaia e Cambuí e foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional de Pouso Alegre, pela 2ª Promotoria de Justiça de Extrema e pela Polícia Militar.
Investigação começou em 2025
As investigações tiveram início em março de 2025. De acordo com o MPMG, o trabalho permitiu identificar a estrutura da organização e a forma como os suspeitos atuavam.
O grupo é investigado por ataques a cargas transportadas pela Rodovia Fernão Dias, principalmente no trecho entre Extrema e Campanha. Segundo as apurações, os suspeitos acompanhavam ocorrências de acidentes e caminhões que permaneciam estacionados às margens da rodovia para, posteriormente, retirar mercadorias dos veículos.
Após os crimes, os investigados utilizariam estradas e acessos rurais previamente conhecidos para deixar os locais. As mercadorias seriam encaminhadas rapidamente para receptadores.
Crimes também atingiam propriedades rurais
Além dos roubos de cargas, a investigação aponta que o grupo pode estar relacionado a crimes cometidos em sítios e chácaras de Camanducaia e Cambuí, em Minas Gerais, e de Joanópolis, no interior de São Paulo.
Nessas ocorrências, conforme o Ministério Público, os criminosos teriam utilizado armas de fogo e submetido vítimas a agressões físicas e psicológicas. Há também relatos de tortura durante alguns dos crimes investigados. Em uma das ocorrências, uma pessoa foi baleada.
Os investigadores também apuram a participação dos suspeitos em fraudes eletrônicas, incluindo o golpe conhecido como “falso Pix”, além de crimes relacionados à posse, porte e comercialização ilegal de armas.
Drogas, dinheiro e celulares são apreendidos
Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam 19 papelotes de cocaína, uma munição calibre 9 mm, 16 celulares, R$ 10.481 em dinheiro, um notebook e três pássaros da fauna silvestre.
Também foram registradas três ocorrências relacionadas à receptação. Houve ainda prisões em flagrante por suspeitas de receptação, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.
A operação mobilizou 94 policiais militares, 32 viaturas e um helicóptero.
O nome da operação, “Piratas do Asfalto”, faz referência à atuação atribuída aos investigados, que seriam especializados em saquear cargas transportadas por uma das principais rodovias do país.
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